
Hoje levantei-me e, como todos dias faço, vou abrir a porta, para as minhas cadelas poderem sair.
Todos os dias, ao abrir a porta, o meu primeiro e certo visitante, é o "Nico" um dos meus queridos gatos. Está sempre lá, à minha espera, e diz-me bom dia (porque ele fala, à sua maneira, mas fala). Adora passar as noites fora de casa, é mesmo um animal noctívago. Dorme todo o dia no sofá, na cama, ou na cadeira do escritório, mas assim que o sol se põe, lá vai ele, para a sua passeata nocturna.
Hoje, ao contrário de todos os outros dias, ele não estava à minha espera!
- " Nico, Nico, chamei!"
Ele, que vinha sempre ao primeiro brado, não apareceu. Percorri todo o espaço exterior da casa, sempre a chamar, mas, sem sucesso, o Nico não veio.
- Pensei... "bem, hoje entreteve-se por mais tempo no seu passeio. Gosta tanto do seu passeio nocturno, que nem se deve ter apercebido que amanheceu."
Esperança vã a minha. Durante todo o dia não regressou. Já é de novo noite e, ele não veio.
- "Nico, onde andas tu meu pequenino?"
Preocupo-me, porque já foi, por duas vezes, atacado pelos cães do meu vizinho. Da primeira vez, ficou muito maltratado, mas felizmente, conseguiu escapar. Na segunda vez, saiu, por sorte, praticamente ileso, mas, continua a não saber defender-se! É tão bonzinho e tão habituado a estar com as suas amigas, a Hera e a Laika, que quando são outros cães, julga que não lhe fazem mal, tal como elas não lhe fazem a ele.
Tenho esperança que ele ainda venha, mas esta esperança, para ser sincera, já não é grande. Nunca passou mais do que, umas poucas horas longe de casa, e esta ausência tão prolongada, não augura nada de bom, não quero nem pensar!...
Se ele desaparecer vai ser para mim muito doloroso, eu amo muito estes meus companheiros e por ele, tenho um carinho, ainda mais especial.
Veio para a minha casa, recém-nascido. Fui eu que o criei a biberão e o ensinei a fazer as suas necessidades. Era tão pequenino, que tinha de ser estimulado. Para certas pessoas, pode até parecer estranho este apego tão grande que pessoas como eu, têm aos seus animais. Mas estas criaturinhas passam a fazer parte da nossa família e do nosso coração.
Se ele não voltar, parte do mim fica de luto, porque a sua falta vai ser muito sentida!
Espero e desejo que voltes, Nico!
P.S. Tenho mantido este pequeno relato em rascunho, faltava-me a coragem de o tornar público. Parecia-me, que ao fazê-lo, era como se do enterro do Nico se tratasse.
Vou fazê-lo hoje, por uma razão que me traz uma grande alegria... o meu pequenino, ao fim de 3 dias, APARECEU!
Chegou com um ar cansado e mais magro, mas sem qualquer ferimento. Não sei por onde andou, se ficou preso em algum lugar, ou se simplesmente se distanciou muito de casa. Pouco importa o que aconteceu, o importante, é que ele voltou para casa e, mesmo estando debilitado, lá veio ele, dar-me os bons dias. É um gato que não mia, emite uns sons, como se estivesse a conversar connosco.
Sê bem vindo, Nico!
1 Marquinha(s):
Fico feliz que o Nico tenha aparecido...
Sei como eles são importantes para ti!
Beijinhos amiga...
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