segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

É Assim Que Te Amo



Aqui, de onde estou, olho-te nos olhos e vejo o universo. Calada, envolta em perfumes, sob a ténue luz da vela, Contemplo o brilho dos teus olhos que descansam sobre o meu corpo. A tranquilidade da noite que nos envolve, deixa-nos as almas despertas e os corpos relaxados. O frio, que para lá daquela janela gela a noite escura, não consegue entrar no quarto.Este é um momento de paz, tranquilidade e calma.Os meus braços moldam-se no teu corpo como se fizessem parte dele, os meus dedos sentem a ternura da tua pele incandescente, e o meu olhar, funde-se com o teu. O teu sorriso inconfundível de felicidade faz-me acreditar que te preencho a alma. O calor do teu corpo deixa-me perceber que te estimulo a libido. Esta complementaridade que fomos descobrindo no tempo, transformou-nos num ser único e mágico. Os corpos desnudos sentem-se. Os meus lábios devoram-te. Entre a intensidade do movimento dos corpos, e a suavidade dos olhares, o nosso amor flúi, entre nós, numa forma única, constante e perfeita, levando os corpos ao limite das suas forças. As mentes roçam o limiar do Olimpo e as almas atingem o clímax do desejo, num abraço apertado que nos liberta, apazigua e suaviza.Os corpos, agora distendidos, inanimados, um sobre o outro, relaxam desta batalha de ternura amor e carinho a que se entregaram. É assim que te amo, é assim que te tenho, é assim que és meu.

É apenas a energia que flúi, numa outra dimensão!


Perdida entre os espelhos, os reflexos e os sentidos, deixo-me cair sobre o nada. Sinto, a brisa do vento que me trespassa a alma, vazia de tudo o que deixei ficar ali. Revejo o passado, no fundo do olhar que se apaga com a queda. Respiro os últimos segundos, antes de me apagar para sempre, antes de abraçar o vazio que pende sob mim.Sinto o toque da água, gelada, abraçar o meu corpo, ainda dormente, ainda quente. Deixo-me arrastar para o fundo, num turbilhão de imagens, sons e recordações. Sinto a morte bater na porta, e esperar impaciente a sua entrada em cena. A alma estremece no momento final, o corpo contorce-se na agonia do medo, na raiva de não ter chegado onde esperou tocar um dia, mas, depois, distende-se e abandona-se à invasão da escuridão, na inércia de uma queda permanente, drástica e perpétua.Aos poucos, o espírito abandona a sua última morada, que continua em queda livre, em direcção ao abismo escuro das profundezas. Sinto que ganhei asas, não tenho frio, não escuto nada, apenas vejo a minha mortalha, deslizar no escuro destas águas. Olho para cima, sou arrastada por uma força invisível que reclama a minha alma. Percebo agora que estou de regresso a casa, cheguei ao lugar de partida, um sítio etéreo onde nada se sente, mas tudo se pressente. Deixei para trás a tempestade, os sentidos e a paixão, perdi as sensações, o corpo, as recordações. Ficou apenas a essência que um dia foi gente, e hoje é apenas a energia que flúi, numa outra dimensão.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Recomeçar...



Não é fácil,

Como diz aquela música, cantada pela Marisa Monte.
Deixar tudo para trás e enfrentar uma vida nova, dói na alma.
Dói a solidão de quem perdeu um ente querido.
Dói a distância.
Dói tudo aquilo que gostaríamos de ter feito e não se fez, como dói, aquilo que fizemos e agora gostaríamos de não ter feito.
Sacudir o pó e recomeçar, é mais fácil na canção.
Dói a saudade, mas a vida tem de continuar!

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

E Eu, Alma Enlutada




Faz hoje uma semana!


Os dias vão passando… chuvosos.
As gotas caem e vêm unir-se às minhas lágrimas.
Sim Mãezinha, desde o dia em que te foste,
Também o Céu chora por ti.
A saudade, ganha cada vez mais espaço,
E eu, alma enlutada,
Clamo por ti.
Que falta me fazes, querida.
Foste acima de tudo… uma amiga!
E agora, sem ti, sinto-me perdida de mim.
Contigo, desapareceu o meu ponto de referência,
O farol que me guiava,
Neste mar de sentimentos.
A morte rouba-nos tudo…
As pessoas que amamos,
A alegria,
A esperança…
Essa, a última que morre,
Mas também ela, não resiste…
E deixa-se levar.
Só não rouba uma coisa...
O grande amor que tenho por ti,
Esse cresceu, se é possível,
Ainda mais...


AMO-TE MUITO MÃEZINHA!
DESCANSA EM PAZ.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

MÃE


06 de Junho de 2007
O teu último aniversário,
Que bonita estavas Mãe,
Nos teus 86 anos!...

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Ganhei Uma Dor!...















Mãe...


Não falaste porque não podias, nem uma palavra, um gesto, um sorriso.
Eu percebia qualquer sinal, mas ficou o silêncio em forma de dor.
Não choraste porque tinhas os olhos fechados,
Mas eu chorei, choro e chorarei sempre que me lembrar de ti.
A tua partida silenciosa, fez chorar a noite.
Não eram lágrimas que se perdiam, haverão sempre lágrimas,
E eu… eu ganhei uma dor, uma dor que não fiz por merecer.
Chamo por ti, mas apenas o silêncio me responde.
Guardo dentro de mim a tua imagem,
A memória daquilo que foste e de tudo o que aprendi contigo,
Sabes Mãe, hoje sou uma pessoa melhor e isso devo-o a ti.
Nem sequer te pude olhar nos olhos e dizer-te adeus.
Esse adeus que perdura,
Como a tua ausência sentida e que ainda me custa a aceitar.
Estejas onde estiveres, sei que olhas por mim...
E eu, guardar-te-ei para sempre,
Existe um cantinho no meu coração que é e será só teu,
Eternamente teu…



"Aqueles que amamos nunca morrem, apenas partem antes de nós."