domingo, 23 de dezembro de 2007
Voo Solitário
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quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
À Procura do Amor...
Postado por @--}--- de £ótus às 23:19 1 Marquinha(s)
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
e nesse momento, o mundo parou...
Esta saudade que carrega o tempo sobre as costas, faz vergar os corpos, que cedem à ausência do outro.
A proximidade é como um íman, atrai-nos, chama-nos.
O teu corpo gritou ontem pelo meu, num grito em silêncio, que apenas o olhar soltou.
O meu corpo agitou-se, sentiu o teu chamamento, estremeci por dentro na ânsia de que tomasses a iniciativa de te aproximar. Senti-te vir, com a tranquilidade da brisa suave, de mansinho, chegaste o teu corpo ao meu, deixaste que te acariciasse, olhaste-me nos olhos, sentiste o meu calor, colar-se ao teu.
Os meus dedos, gelados pela tua ausência, ganham fulgor ao sentir a tua pele, tornando-se, num ápice, em línguas de fogo que se fundem com a erupção da tua pele. Abraço-te, com a delicadeza duma pluma, sentes as minhas mãos sobre o teu corpo e deixas-me sentir a segurança que sempre encontrei nos teus braços.
Neste momento, a criança perdida, sente-se protegida.
A mulher, que outrora estava só, sente-se completa.
A alma, triste e cinzenta, encheu-se de cor, e juntos, ganhamos asas para voar. Senti o toque dos teus lábios, sobre os meus, senti, o gosto da tua boca sobre a minha, senti, os teus braços envolverem o meu corpo como se me cobrisses com um manto de amor.
Deixei que os meus olhos se fechassem, entreguei os sentimentos à alma que me transportou junto contigo para a eternidade de um momento em que nos completamos, em que matámos a distância, a ausência e a saudade, num beijo lânguido, num abraço apertado, mesclando a fragrância do teu corpo, com a essência da minha alma duma forma mágica, e nesse momento, o mundo parou em nosso redor, por uns instantes, para suspirar.
Postado por @--}--- de £ótus às 22:13 2 Marquinha(s)
Tristeza
Postado por @--}--- de £ótus às 14:35 0 Marquinha(s)
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
Gotas… pedaços de mim!
Um mar de sentidos que transborda do olhar,
Perdido em ausências, encontrado na saudade,
Preenchido de vazio intenso.
De desilusão e de tristeza,
Que salpicam a praia da alma.
Intensas, como as chuvas de Abril,
Suaves como as tempestades de verão,
Igualmente vazias como o coração ausente.
Suave como a brisa de uma manhã de primavera,
Terno, como o toque da seda na pele.
Quando o corpo é levado aos limites,
Quando o amor é elevado à eternidade de um momento a dois.
Gosto salgado da pele,
Quando a boca a devora
Em beijos perdidos,
Na imensidão duma paixão esquecida.
Que invade a praia da saudade,
Que se revolta contra a dureza da rocha,
Que insiste,
Que persiste em inundar abismos
E afogar a esperança juntamente com a mágoa.
Que mata a sede,
Que lava o espírito,
Que sacia a vida,
Diluindo a distância,
Envolvendo os corpos perdidos de luxúria.
Filtro redentor,
Que enaltece a paz duma alma revolta,
Pedaços de um todo,
Pedaços de mim!
Postado por @--}--- de £ótus às 00:06 0 Marquinha(s)
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
Dispo-te a alma
A cada sílaba, a cada frase,
Como as mãos que tocam a pele,
Assim os meus sentidos se envolvem nos teus.
Que te esconde, nesse emaranhado de barreiras,
Que erigiste para te proteger,
Avanço, a cada letra, com a suavidade da seda.
Onde apenas a luz habita.
Quero beber a tua essência perfumada de mel,
Polvilhada de canela.
Quero amar-te,
Mas quero fazê-lo através da alma.
Inebriando-te os sentidos,
Acariciando-te no brilho do teu ser.
Porque os sentidos se fundiram,
Deixam-se envolver,
Toco-te no rosto, suave, tranquilo.
Os meus olhos penetram nos teus,
Os meus braços envolvem-te o corpo,
Dançamos,
Com a suavidade de uma pena em suspensão.
Para lá do tempo, do espaço,
Voamos sem ter asas,
Passando entre as estrelas.
Cá em baixo,
Sobre o chão coberto de almofadas,
Os corpos devoram-se,
As bocas coladas,
Suspiram ao ritmo da cadência dos movimentos,
Retorcendo-se em espasmos de prazer,
Em momentos de loucura.
Percorremos galáxias distantes,
Dê-mos o corpo e a alma um do outro,
Mesclámos essências e fluidos,
Com magia e sedução,
E ao ritmo do fluir das palavras,
Criámos a eternidade,
Em suaves pinceladas de amor.
Postado por @--}--- de £ótus às 23:00 0 Marquinha(s)
sábado, 1 de dezembro de 2007
Almas Gémeas
No silêncio profundo da noite escura. Perdida do meu corpo, que não me pertence. Entrego-me na busca incessante da tua alma, que se encontra, nas sombras da floresta dos murmúrios que nos fustigam. Uma alma que vagueia sem destino nenhum, apenas procurando por outra que gémea se lhe assemelhe, que de sentimentos cheia, outros tantos sentimentos procura. Desprezamos o que é meramente mortal e oferecemo-nos a eternidade, num mundo, onde o tempo não existe e apenas os sentidos semeiam a luxúria que nem os corpos podiam imaginar existir, sentir ou desejar. Porque, neste espaço fechado onde eu te possuo, apenas existe o meu ser e o teu, ambos unidos pela sede de estar juntos, pela vontade de quebrar as regras que a gravidade impões aos corpos e que enquanto almas não padecemos. Estas emoções, por tanto tempo aprisionadas sobre as grades de vidas diferentes e caminhos mal trilhados, explodem, numa vaga enorme, que se arrasta por todo o oceano. Libertando as suas forças ao chegar à areia da praia, adormecendo sobre ela, como tu adormeces sobre o meu colo que te ampara e protege da tempestade da vida, afagando-te os cabelos e deixando-te dormir como se faz a uma criança. É neste turbilhão de emoções que as nossas almas encontram a paz, que os corpos não podem jamais sentir. É nesta paz, que o amor atinge a eternidade, e que acreditamos que a felicidade existe.
Postado por @--}--- de £ótus às 16:21 10 Marquinha(s)





