domingo, 28 de fevereiro de 2010

Sem Inspiração


Hoje, estou sem inspiração
Palavras que vêm e não registo,
Palavras que saem sem aviso.
Queria dizer tanta coisa, falar de tudo e de nada
De amor, sexo, paixão, alegria…
Queria fazer também uma canção,
Para ser cantada
Por uma boca sedenta de ilusão.
Ilusão que vai, ilusão que vem
Neste vaivém de sedução…
Mas o meu corpo clama por descanso
A minha mente implora rendição,
Rendo-me hoje então a este cansaço,
Porque o amanhã, chegará, pleno de emoção!

Resgate



Não tenhamos ilusões...
a Natureza, cedo ou tarde, mal ou bem,
resgata sempre o que lhe pertence!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

The Walkabouts... The Light Will Stay On

Descobri-os hoje (só hoje, incrível não é?) e amei-os!




I go to sleep, before
the devil wakes
and I wake up, before
the angels take

all my worldly desires
all my yardsticks of fear

all my secrets untold
all my motives unclear

hangin' down in the fire
burnin' them higher
won't take them away from here

and long after we're gone
the light will stay on

watched the city ... city of crows
watched them fly, watched
'em all flyin' low

out above the flood plain
just above the dirt road
they were hungry as winter,
hungry as us
not afraid to be flyin', not
afraid to be lost

and long after we're gone
the light will stay on

and if you bury me, add
three feet to it
one for your sorrow, two
for your sweat
three for the strange
things we never forget

and long after we're gone
the light will stay on

and long after we're safe
the lights will not fade

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

FELICIDADE



Essa menina chamada felicidade, aparece só, a quem acredita nela e a quer ver.
Pode ser uma constante na vida de alguém, mas nem sempre é, o reflexo de uma vida fácil!
Muitas pessoas têm imensos problemas na sua vida, e só, quem passa por eles, sabe dar o real valor! No entanto, são tão teimosas, que não permitem que esses problemas, alguns até, demasiados castradores, lhes tirem, o que elas têm de mais precioso - o gosto e a alegria de viver.
Na minha opinião, para sermos felizes, temos mesmo de ser, muito, muito teimosos!
Apesar de todas as vicissitudes, podemos ser capazes de nos sentir felizes, se aprendermos a ir buscar força anímica e alegria, a pequenos, grandes nadas!
Vejamos o meu caso em particular:
- Tenho sempre um sorriso estampado no rosto,
- Parece que vendo felicidade,
- Sou, dizem, doce, talvez porque sou tolerante, paciente e não gosto de magoar, pelo menos, não mais que o necessário.

No entanto, e apesar de toda essa aparência, tirando o meu sorriso que é inato, sou assim, porque me esforço para o ser. Luto todos os dias, com todas as minhas forças, para não me deixar derrubar pelas pancadas que a vida me dá e, não têm sido poucas!

Se fizer uma retrospectiva da minha vida poderei dizer, que ela só foi fácil e, realmente feliz, até ao momento em que (depois de dias, metida no meio de uma guerra que não entendia. Onde eu, os meus pais e os meus amigos, nos vimos de repente, obrigados a rastejar na nossa própria casa, para não sermos atingidos, pelo fogo das balas e granadas, que lá fora destruíam tudo), deixei os meus pais e a terra que me tinha adoptado para trás.
Quando a minha mãe me deixou em Luanda, entregue a terceiros, para me trazerem para a Metrópole e regressou a Carmona para junto do meu pai e eu deixei África, a minha vida nunca mais voltou a ser o que era!
Vivi 5 meses (uma eternidade), sem saber dos meus pais, se eram vivos, ou se eram mortos.
O sentimento de solidão, medo e abandono foi enorme! Eu era uma menina de 13 anos, a entrar na adolescência, mas soube logo, naquele momento, que não teria tempo, para viver crises de identidade. A minha vida, a partir dali, não teria tréguas nem facilitismos. A partir dali, eu teria que buscar, por mim própria e onde quer que fosse, a minha cota de felicidade e bem-estar.
Sofri na pele, o estigma do retornado. Mesmo no seio da minha própria família, houve elementos, que fizeram sentir que não era bem-vinda, que era um peso!
Tudo isso, em vez de me derrubar, ajudou-me a crescer como ser humano. Tudo isso ajudou, a tornar-me, a pessoa forte que sou hoje!
As dificuldades porque passei nesse tempo e as que a vida me tem continuado a fazer passar, em vez de me deitarem abaixo, têm-me feito forte, aguerrida e até em certas situações, destemida. Não permiti, que fizessem de mim, uma pessoa dura, amarga, ou revoltada. As privações e o sofrimento, ao contrário, ajudaram-me a ver as coisas sempre, por uma perspectiva optimista e pensar com os meus botões:
- Amanhã vai ser melhor!
Não me permito, estar dependente de coisas exteriores a mim, e à minha vontade para ser feliz. Porque sei, que tudo é efémero! Quando julgamos, que estamos bem e que nada mais pode piorar, vem a vida e diz-nos, nem sempre com gentileza:
- Menina, não é assim não, ainda vais ter muito que penar!
Então, se é assim, há que tirar partido de todas as gotas de felicidade que vão caindo, para que possamos ir saciando a nossa sede e não permitir, que fiquemos secos e desidratados.
Às vezes, esta forma optimista de ser, provoca incómodo, mas o que é que eu vou fazer, eu sou assim, terei que pedir desculpa por isso?
Apenas sou, uma mulher, que quando as coisas não lhe correm de feição, não se lamenta, não coloca a culpa em ninguém, não se revolta contra a vida e as pessoas e, principalmente, não baixa nunca os braços! Vai à luta, e se nessa luta, como é normal, tiver que sair com algumas escoriações, não importa, desde que no final, atinja o que se propôs...
SER FELIZ!

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Mágoa!


A dor quando é infligida, é como uma ferida que se abre e só o tempo ajuda a sarar!

O importante, é que nada abale a amizade e lealdade que nutro pelas pessoas que gosto, mesmo que me falhem, isso em mim nunca mudará!

Ninguém é perfeito e há escolhas que são feitas.

Criam-se novas cumplicidades, desprezam-se velhas amizades por novas, que nos parecem dar mais. Boas ou más escolhas, o futuro ditará.
No que me diz respeito, eu estarei sempre cá e não vou deixar de ser quem sou!

Só fico magoada é com as insinuações que fazem a meu respeito e que me achincalhem por trás. Eu, com todos os meus defeitos que não são poucos, nunca faria isso a quem tenho como amiga/o. Se há algo que não sei, pergunto, não invento, nem faço juízos de valor.
Não me junto a "lobbies", só porque alguém se julga superior e o resto é ralé.
Penso com a minha cabeça e não me deixo influenciar.
Não gozo com as pessoas, só porque elas não pensam, ou são como eu. Somos todos diferentes e temos que nos respeitar. Se não gostamos, não comemos e ponto final, os gostos não são iguais, não vale é a pena desfazer, do que nem sequer provámos e tantas vezes, se nos revelam depois, uma delícia.

Gosto muito de todos os meus amigos/as e procuro mostrar isso, todos os dias, por palavras, ou por acções. Sou também muito brincalhona e por vezes maliciosa (sem maldade), mas isso não me faz andar a ter casos amorosos com quem brinco. Quem assim julga, não me conhece realmente!

Não me perguntem nada, porque eu não direi mais nada.
Quem me magoou, tem que ter a consciência que o fez, porque tudo se sabe, mais cedo, ou mais tarde, não haja ilusões.
Se não tem essa consciência, então é como o meu "amigo" Manuel diz... autista!

Uma boa tarde, ou boa noite, ou um bom dia, a quem passar.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Como Um Farol


Oiço a tua voz, que lá longe à distância chama por mim. Grito de dor, abafado e sofrido, qual fogo sem cor, ardendo em ténue chama.

Aguço os sentidos em busca do teu lamento, quero encontrar-te.
Sim, sei o que queres, compreendo a dor que dilacera o teu corpo. A tua alma está presa nesse corpo, onde não há sonhos, apenas angústias e desilusões.

Encontro-te e abraço-te, tentando proteger-te no calor dos meus braços.
Sentes o aconchego que te ofereço, e é como se acordasses numa alcofa de algodão. Sentes a carícia, na luz do meu olhar, luz diversa, que se estende mansa até ti. Com ela transformas-te, renascendo em ti um ser, repleto de energia.

Olhas-me e sorris! Compreendeste que aquele abraço que te dei, fez com que deixasses para trás, todos os tormentos, todas as dores e todas as lágrimas que até ali agrediram a tua alma.

Nasceu para ti um mundo novo, cheio de beleza e esperança. Afinal a amizade e a solidariedade existem.

Maravilhaste-te com os pormenores deste mundo, que transpira harmonia e onde os sentidos falam, sem que palavras sejam precisas, as ideias fluem simples e claras na nossa mente.

Este conhecimento, este sentir, essa luz, vem de todos os lados, impregna-nos e mantém-se dentro de cada um de nós, como um farol, que através da tormenta nos guia em navegação segura, até ao próximo porto de abrigo.