domingo, 24 de junho de 2007

Véus


Envolves-me de véus sem peso... lenços de água... coisas etéreas que me fazem aceitar-te em mim... gostar que venhas!... Mesmo que todo tu me arrastes para o fundo!... Mesmo que algo em mim se vá afundando por tua causa... sob a vertigem viciante da tua presença aqui... em mim... Leveza enganadora a tua!... E sabe-lo, é ainda descer mais... deixar-me ir na direcção de um fundo sem alcance... Sabe-lo, é persistir. Aqui. Contigo. Neste abismo de águas que mentem, quando se dizem cristalinas e o não são... Afundo-me contigo, sob o peso indelével desses véus sem peso, que me ofereces para me fazer Princesa... desses lenços de água, com que me envolves, fingindo um cuidado que afinal não tens... Acreditando, que sou sim, a Tua Menina!...

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