domingo, 24 de janeiro de 2010

Solidão, este manto pesado...



Solidão, este manto pesado,
que por vezes cai, e cobre a minha alma.
Tento escapar-me, mas ele é tão denso,
que não consigo libertar-me
Só, sinto-me, tão só!
Ao meu redor há tanta gente!
Tento tocar-lhes,
mas o manto, tolhe-me os movimentos
Procuro então, que me olhem
e leiam nos meus olhos, esta minha aflição!
Nada!
Passam por mim, olham, sorriem, conversam,
mas não percebem o quanto preciso deles.
Só, no meio de uma multidão, que passa indiferente,
talvez também eles a debaterem-se com o seu manto de solidão.
E aqui fico, solitária,
refém deste manto pesado,
tentando sozinha, ganhar forças,
para o afastar de mim.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Desejo Imenso de Amar













Acordo sentindo os teus lábios no meu corpo
Percorrem com sofreguidão, cada detalhe da minha pele
O toque suave da tua língua vai deixando um rasto de fogo…
E as nossas bocas húmidas encontram-se, no desejo e no querer

Os dedos, sôfregos, vão traçando trilhos nos corpos nus
Penetram na pele, como gotas de água, derramadas em terreno árido
A tua boca passa suavemente sobre a minha pele…
Iniciando uma escalada insana pelo meu corpo

Fazes dele a montanha que queres dominar,
Onde o teu querer é o fogo que me faz entrar em ebulição
Num transe louco, busco o centro do teu corpo

Onde me encaixo, completando assim, o vazio do meu
No auge do “cio” e na luxúria do momento, acolho-te
Quebram-se as regras, importa saciar, o desejo imenso de amar.

Turbilhão












Passo devagar, com a ponta da minha língua húmida, pela tua boca, como pincel sobre uma tela e, as minhas mãos perdem-se no prazer de te acariciar.
Ao longe, o som de uma música romântica que nos vai embalando, trazendo aos nossos sentidos, a volúpia da paixão.
As pernas entrelaçam-se e nós, quais bailarinos de salão começamos a dançar, o tango da paixão.
Lá fora, a chuva e o vento agitam com furor os ramos das árvores, como nós, despidos e confinados a este nosso ninho de amor, agitamo-nos e entregamo-nos com frenesim, à volúpia que nos devora!
Os olhos encontram-se por instantes e vêem-se neles, a cumplicidade e o desejo de uma entrega total.
Galgamos os nossos corpos, na sofreguidão da descoberta, como se não nos conhecêssemos e percorrêssemos ainda terreno virgem.
Nesta viagem de sentires, esquecemo-nos do tempo, que ficou lá fora. Nada existe para além de nós e das quatro paredes que nos rodeiam. Mergulhados na sensualidade dos movimentos e nos gemidos, que se ouvem, cada vez com mais ardor.
Ali onde nos encontramos, não há limites, nada que segure a força dominadora, que nos trespassa e nos devora, chama quente de um desejo, que nos leva em turbilhão.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Delírio dos Sentidos











A minha boca sedenta e entreaberta espera, o gosto da tua.
Não liberto ainda o desejo, que seguro, fazendo-me difícil.
Sinto os teus braços a rodearem-me o corpo,
Que se transforma ao teu toque, em vagas de um mar revolto.
Envolves-te em mim, descobrindo em cada pedacinho da minha pele, a essência do prazer.
Navegas nas ondas do gozo e levas-me contigo.
Sulcamos mares de delírio, saboreamos o sal do nosso corpo,
Espelho, da veemência deste amor
E que atinge o seu ponto alto, na união dos nossos corpos.
É nesta atmosfera aquecida, pelos corpos inflamados,
Num delírio de sentidos, que as nossas almas se fundem em puro êxtase…
Dá-se a explosão, a emoção…
Perceptível nos gemidos e na respiração ofegante,
Que soltamos, no intenso prazer do momento.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Sombras












Sombras que me perseguem
Resquícios de um tempo que já vivi
Bruma densa...
Envolvendo-me com negro manto
Que mesmo sem me tocar,
Corrói, como se fosse ácido!
A sua presença constante
Qual espectro lancinante
Fere mais que mil punhais
E ensombram o meu viver.
E com este constante sofrer
Estas sombras, far-me-ão perecer!

(In Luso Poemas - Luz&Sombra - 19/08/2008)

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Ilusão











Deixo o corpo cansado cair no sofá.
Os braços inanimados, pendem para o chão, sem vontade própria para se voltarem a erguer.
Oscilam... para trás e para a frente, sem saber que direcção tomar, se ficam, se vão, ou se devem parar.
Hoje não tenho sonhos perdi-os e já não te quero inventar.
Já não te faço prisioneiro da minha imaginação.
Esta noite fica somente o silêncio e uma lágrima esquecida, caída sobre no meu rosto pálido.
É o que resta da desilusão, da saudade enorme que escorreu pela minha face, invadindo-me a memória e que batalha agora por te esquecer.
Aqui, sentada neste sofá, apercebo-me da minha solidão. Compreendo finalmente que não passas de uma ilusão projectada nas paredes da minha imaginação.
Julguei que existisses, engano, pura ilusão.
És apenas um produto que criei, utopia, sonho nascido em mim, no fito de preencher uma vida oca de sentimentos e sensações.
Inventei!
Agora, deixo-me ficar aqui sentada, estirada no meu velho sofá, tentando proteger-me da tristeza, que a realidade me impõe.
Lá fora os jardins autrora coloridos, hoje, não têm cor.
Os pássaros, não se ouvem cantar. Ouve-se apenas um único som, o lamento do meu coração que chora de profundo desalento, que chora, o desmoronar de uma ilusão.
Quero dormir, esquecer, mas não quero voltar a sonhar.
Quero apenas fechar os olhos deixando lá fora o espírito, e os sonhos de uma alma, acorrentada a uma ilusão.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Portal da Eternidade.










Sinto, mesmo a esta distância que nos separa, o calor intenso do teu corpo.

Observo-te com lascívia enquanto te despes revelando ali, a nudez da tua alma até aí escondida nesse corpo vibrante.

A tua pele arrepia-se ao meu toque e os teus olhos cerram-se num desejo que os faz revirar nas órbitas.

Percorro o teu corpo por completo - as mãos, os lábios...
As tuas mãos seguem as minhas nesta rota dos sentidos.
O corpo agradece e mata a sede de uma saudade imensa.

Sinto o aroma do teu cabelo, o sabor da tua pele, o calor que vem de ti... e de olhos fechados, entrego-me nesta viagem transcendental ao nosso universo.

Esgotados, os corpos descansam agora, mantendo as mãos unidas, vínculo inviolado através dos séculos e as almas, essas, continuarão ligadas nesta aliança através dos céus, ultrapassando mesmo, o portal da eternidade.

Esta noite...













Nos versos do teu poema, encontro-me e encontro-te.

A minha alma, sente-se abraçada pelas rimas e a voz que escuto dentro de mim, vai declamando os versos, como se os tivesses escrito, só para mim.

No teu poema, descubro em cada estrofe, o palpitar do coração que bate forte no teu peito.

Imagino o teu corpo despido, onde a brisa do meu vento o afaga, como se dedos aparecessem do nada para acariciar a tua pele.

Descubro cada recanto teu, como se já algum dia te tivesse tocado... possuído!

Naquele poema foste meu!

Consegui rasgar a barreira entre as dimensões, estender os braços e abraçar-te.
E nesse instante, as nuvens abriram-se deixando escapar um raio, que atingiu o teu peito deixando impresso nele, a minha marca.

É o meu corpo, que te envolve a alma, te cobre, descobre e te ama até nascer de novo, o Sol.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Escorre-me o tempo por entre os dedos...













Como grãos de areia que se dissolvem no mar.

A vida passa por mim, deslizando... rápida como um rio, que vai morrer nos braços do mar.

Deixo-me ficar sentada, aqui, neste cantinho da estrada, nesta margem, entre a imaginação e o real.

Parada, só, nesse ponto do tempo.

Não sei onde ando nem sequer, se estou nalgum lugar.

Não sei como vim aqui parar, nem de onde parti, para aqui chegar.

Silêncio... neste torpor em que me encontro, tudo se cala.

Cala-se o som da vida, calam-se os murmúrios...

E neste calar, a ausência faz-se presente, aqui, neste canto vazio onde paro e me deixo ficar!

Cansaço













Estou cansada, cansada de tentar desvendar meias palavras, meios gestos, meios sentidos.
Estou cansada de navegar à deriva entre lágrimas que preenchem o meu pensamento.
Estou cansada de não saber onde estão os pontos cardeais da tua alma, que se encontra tao perdida para ti, como para os outros.
Estou cansada de não achar as respostas e desta angústia que não sei explicar.
Estou cansada desta névoa nos olhos e das palavras que são ditas sem precisarmos falar.
Estou cansada dos silêncios, das mentiras, dos sorrisos sem significado, das desculpas e dos pretextos que nem sequer sabem inventar.
Estou cansada deste coração, onde todo o mundo cabe, mas que a ninguém soube amar.
Estou enfim, cansada de mim, que sendo generosa, mesmo assim, nunca me soube entregar.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Prenúncio do fim













Ponho a máscara, para que me esconda o rosto.
Deixo que as palavras morram no meu peito.
Os jardins à minha volta não florescem por falta dos raios de sol e de chuva, que os alimente.
Nada faz sentido, nada tem cabimento quando as palavras se repetem em frases vãs, em textos que se perdem em loucuras da mente, que à falta de não ter o que quer, limita-se a jogar com os sentidos, com a alma, como se, se tratasse de uma bola nas mãos de uma criança.

Encolho-me... enrolo-me sobre mim própria, tal qual um envelope que se fecha por dentro, bloqueio a alma, a luz é apagada e as palavras deixam de ter brilho.
São palavras defuntas, metáforas desmaiadas num prenúncio do fim.
Já não estamos aqui para nos abraçar.
Por mais braços que imagine, não encontro nas palavras, nada que me permita tocar-te, simplesmente, porque já não te encontras aí!

Ardente, o Sol desponta no horizonte, queima-me a pele, seca-me cada letra, curte cada palavra e num único e derradeiro suspiro, anuncia que a noite chegou ao fim... e um novo dia começou!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Invento-te...












Rabisco palavras, para quebrar a minha solidão e acompanhar-te, na solidão das tuas noites.
Rasuro, na busca da perfeição, nesta onda gigante que a alma agita como um poeta que não rima.
Faço isso, porque quero ser a chama que arde trémula na tua fogueira, porque quero ser a companhia, que mesmo à distância te acalma.

Adivinho-te, unicamente pelo instinto, pelo sabor que provo no vento, esse gosto teu que me toca, momento raro em que me entregas a verdadeira essência de ti.

Desenho-te na minha imaginação, sei-te de cór, como se algum dia já tivesses sido meu. Como se as minhas mãos te tivessem já tocado, os meus braços abraçado e os meus lábios... beijado.

Invento-te enquanto é dia, para que à noite, sejas real nos meus sonhos.

Vou-te escrevendo, mesmo sabendo que podes não me ler, mesmo sabendo que não me sentes, ainda assim, continuo a escrever com todas as metáforas que conheço, esculpindo cada palavra e injectando em cada uma delas, o sentir, que reluz como uma pérola.

E tu, distraído, olhando o mundo passar lá fora, viraste-te para mim e perguntas:
- Sou eu?
Ao que eu respondo:
- Claro que és tu, tu mesmo, que neste momento, descobres nas minhas palavras, os sentimentos e nas minhas metáforas, a verdade que procuravas.

- Utopia, perguntas?
O que não é utópico? Respondo eu!
Mesmo o que te parece real poderá sê-lo, se deixarmos de acreditar que é real.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Momento Único












Estende-se o corpo que arde em desejos, acordando os segredos, que se encontravam escondidos durante todo este tempo.
Sinto-te!
Abro a boca que devora a tua, estendo as mãos e acaricio a tua pele, abro os braços envolvendo os teus contornos numa onda de prazer que nos sacia os sentidos.
Espalham-se aromas no ar, entre eles... o odor do teu corpo, um convite aromatizado para me entregar a ti.
Deixo-me levar!
Reconheço o calor do teu corpo que me abraça, e húmido fica o âmago que me envolve.
Da tua garganta solta-se um gemido.
Soltam-se gotas que escorrem pelos nossos corpos, na tentativa vã de arrefecer a luxúria que nos consome.
As minhas mãos perdem-se pelo teu corpo em carícias travessas, provocando-te espasmos de intenso prazer e soltando em mim um suave arrepiu de puro deleite.
O teu corpo clama pelo meu, entrego-me!
Perdemo-nos no tempo. Entramos num ritmo louco, numa dança cheia de frenesim que nos faz gritar de prazer.
Depois... o silêncio ofegante, uma indolência estonteante que nos deixa prostrados sobre os lençóis enrugados... saciados os corpos, exaltadas as almas, que em uníssono se amaram até à exaustão.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Agora, estou sozinha...












Esgotaram-se as palavras, silenciaram-se as aves sobre as árvores despidas de folhas.
Cai a noite a seguir ao dia e a alma exausta deixa-se ficar... imóvel, vazia.
Hoje não tenho nada para dizer, já não me surgem nas pontas dos dedos as letras que te formavam, não se descobre na tela vazia, um único traço de mim, de ti, dos nossos corpos.
O vento sopra, varrendo do chão a poeira que resta. Sobras dum fogo extinto, dramas de uma vida abandonada entre nadas.
A voz cala-se, os pensamentos hibernam na letargia de um frio inverno, o coração seca na aridez deste deserto, não te escuto, nem o palpitar do teu coração se faz sentir!
As lágrimas não percorrem mais a planície da minha face, o sal acumula-se no fundo deste lago seco que são os meus olhos.
Não há sonhos, nem presenças constantes, apenas a ausência se perde neste imenso e desolado mundo.
De nós, guardo só aquela fotografia tirada ao pôr-do-sol como última recordação do passado; Âncora, que se prende ainda, no chão vazio deste rio outrora fulgurante.
Agora, estou sozinha...

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Um Mundo de Faz de Conta...













Há um mundo de fantasia, onde os castelos nascem nas nuvens e os jardins, perdem-se por entre o céu azul ou na penumbra de um pôr-de-sol qualquer.
As cores, essas, são vivas e simultâneamente suaves. Uma contradição perfeita, entre o sonho e a realidade.
Aqui, os pássaros não voam, caminham, e nós, temos asas.
Voamos de nuvem em nuvem, de castelo em castelo, por entre as árvores gigantes da floresta, ou até, na profundidade de lagos de águas mornas e transparentes.
As flores nascem por todo o lado e sente-se o seu perfume invadir o ar, numa primavera eterna de essências.
Num espaço escondido, reservei um cantinho onde me sento, e deixo o olhar perder-se nas vastas planícies que envolvem este mundo, perdido nos confins da memória que criei na minha infância.
Aqui, o corpo não sente as dores da realidade.
Aqui, a alma não sofre as amarguras da vida.
Por isso, volto sempre que a reminiscência da infância se apodera da minha consciência, sempre que a vida me dá um instante de liberdade, sempre que o sonho domina o sono e o cansaço, sempre... que consigo cá chegar.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Amantes










Exaltam-se os perfumes do incenso que arde na atmosfera fechada do quarto. Acordam-se os sentidos, arrepia-se a pele ao ritmo de uma música suave.
Os meus dedos desenham o teu corpo nu.
A língua percorre todos os recantos, absorvendo o sal da vida.
A respiração compassada, acaricia-te numa onda quente que trás à memória o mar dos sentimentos.
Neste momento em que me dou, ofereço-te o meu corpo despido acordado dentro de um sonho. Recebo os fluidos do teu corpo como uma bênção divina do prazer que tenho em te amar.
A boca, devora-te com a suavidade dos lábios que te percorrem o pescoço.
Os dedos, desenham sobre a pele círculos de prazer.
Escuto a tua respiração ofegante sobre o meu ouvido, os corpos, em espasmos frenéticos crescem, soltando-se das amarras da gravidade.
Evapora-se o perfume da pele, deixando apenas no ar... um perfume de luxúria e amor.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Palavras...













Descubro por detrás de cada letra, escondido em cada palavra, o segredo que se guarda pela eternidade fora.
Saboreio em cada caracter, o doce amargo do fel, o veludo macio da pele que me toca em frases soltas no orvalho da manhã.
Sente-se pelo ar, em cada gota de maresia o encanto das essências!
Não sentir, é abster-se de beber, é alimentar-se da brisa que não nos toca, é ser nada dentro deste todo.
Tocar, é música que sabe dançar, é o tango de uma vida que se multiplica em todas as valsas que se cruzam na pista.
Aprendo-me em cada nova folha que escrevo, como se descobrisse em mim, uma melodia esquecida entre milhões de partituras, uma orquestra que vibra no meio da multidão alvoraçada.
Possuir, não é apenas deter, aprisionar, tomar... é tão simplesmente escutar, compreender, saborear cada letra como se fosse a última, cada frase como se o vento mesclasse as letras numa rebeldia simultâneamente doce e impetuosa.
Hoje, nascem-me as palavras, da ponta dos dedos, tomando elas próprias o caminho, sem que consiga dar-lhes formas, sem que perceba eu própria o seu significado, esperado que quem lê , o encontre...

domingo, 3 de janeiro de 2010

Caminhada...












Nesta minha caminhada pela vida aprendo em cada passo, a certeza duma busca perdida. Procuro encontrar o caminho de volta à casa das palavras, onde deixei escritos e fórmulas, em épocas passadas.
Quero sentar-me sobre a velha cadeira, pousar a minha mão sobre a pena, e deixar nas páginas vazias o cheiro da tinta com o sabor das palavras que carrego dentro de mim.
Quero perder-me a contemplar o luar sentindo o vento soprar.
Ao meu castelo quero voltar! Por lá deixei os sentidos, que agora que ando perdida preciso encontrar.
Nas noites etéreas solto ao vento o meu pranto, e deixo a alma vaguear por todo este mar de desencanto.
As telas em branco, quais campos estéreis, esperam pela minha mão para desenhar sobre elas, os traços de ti, que encontrei espalhados por aí.
Em vidas outrora vividas, fui colhendo histórias, sentimentos e palavras que carrego comigo sempre que regresso ao lugar onde um dia comecei a caminhar, nesta busca perdida para te encontrar.
Caminhos distantes, lugares recônditos gravaram-me na alma o sabor dos instantes, o gosto de outros seres e, os pedaços perdidos que de ti fui encontrando, ao longo desta viagem imensa que mais uma vez chega ao fim.
Não existe final sem um novo início, e amanhã, quando o Sol me despertar, recomeçarei de novo a caminhar.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Reflexão


Hoje dei comigo a reflectir sobre o ano que terminou e sobre as perdas e ganhos que tive.
Olhando o caminho que percorri, verifico que perdi muita coisa e que ganhei outras tantas!

Perdi um pouco de mim e da pessoa que normalmente sou.
Perdi tempo e energia com pessoas e situações que não me ajudaram nada a crescer.
Perdi algumas alegrias e também alguns sorrisos.
Perdi ou deixei de receber …
E perdi ou deixei de dar a quem merecia mais de mim!

Ganhei força e muitas vezes consegui superar-me.
Ganhei amigos que podem ser para a vida.
Ganhei mais algumas rugas, que reflectem tristezas e alegrias.
Ganhei experiência que me ajudou a compreender.
Ganhei ou mantive o carinho de quantos gostam de mim.
Ganhei mais confiança!...

Por tudo isto considero, que este foi um ano equilibrado em termo de perdas e ganhos!
O Ano que agora começou é uma incógnita, mas uma coisa garanto, no que estiver ao meu alcance, tudo farei para que seja melhor.

A todos os que por aqui passarem, quero desejar um Feliz 2010!