domingo, 1 de julho de 2007

Quero-te


Quero-te, como se fosses a presa indiferente, a mais obscura das amantes. Quero o teu rosto de brancos cansaços, as tuas mãos que hesitam, cada uma das palavras que sem querer me deste. Quero que me lembres e esqueças, como eu te lembro e esqueço, num fundo a preto e branco, despida, como a neve matinal se despe, da noite fria e luminosa.

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