A diversidade é uma bênção, não uma maldição. Não há duas pessoas iguais neste mundo; nem somos iguais a vida toda; nada é igual no minuto seguinte ou ao que passou; nada persiste imutável ao longo do tempo. Somos diferentes e essa máxima, deve ser sempre levada em conta: diferentes crenças, raças, gostos, gestos, estilos de vida, talentos, filosofias, cores, sabores, comportamentos, egos, tipos físicos. A convivência entre pessoas e povos depende disso, mesmo porque, estamos todos no mesmo “barco”: caso ele “afunde”, não haverá ninguém para contar a história.
O segredo, é a eliminação da desorientação cultural porque, enquanto o mundo separar o “nós” e o “eles”, enquanto houver exclusão, não teremos paz. Não sou melhor nem pior que nenhum outro dos seis biliões de habitantes da Terra; sou apenas, diferente. E o que abalar uma só dessas partes, uma só delas, abalará toda a unidade. Daí os conflitos, as convulsões sociais, o ódio, o preconceito, a negação das diferenças entre os seres humanos. Deve haver um movimento enérgico entre todos nós; é ele, que nos leva ao equilíbrio e à Paz. A essência da Paz é a superação das desigualdades e é isso que não dá para entender: aceitamos as desigualdades sociais, financeiras, profissionais, mas não aceitamos as individuais, de raça, credo e cor. Assim, a convivência entre as diferenças fica muito difícil! O movimento de um para outro ser humano é único: não existe o movimento nosso e o movimento dos outros: tudo tem a ver com tudo! Essa é a consciência da interligação entre todos nós.O equilíbrio, é a mínima igualdade entre forças opostas, que vem do movimento e leva ao concenso. Essa compreensão é necessária, e só a conseguiremos através da informação, do conhecimento e da sabedoria. Porque Paz, é muito mais, do que simples ausência de conflito.
Ao compreendermos, pela percepção, o que acontece, adequamos os nossos movimentos às necessidades do nosso semelhante, deixando-o expressar suas convicções, e ocupar o seu lugar na colectividade, assim, estaremos a contribuir para um mundo melhor. O problema gerador de mazelas físicas, sociais e morais é uma questão de envolvimento, ou antes, de falta de envolvimento com os outros. Perdemos energia preciosa a tentar tirar as oportunidades dos outros porque nos achamos detentores da “verdade”. Que verdade é essa, num mundo cheio de multiplicidades, e onde tudo é relativo? O que é bom ou certo para mim, não o será para o João. E daí? Que o João encontre o “seu” bom, descubra a “sua” verdade!
A humanidade chegou a um impasse: atingimos um alto grau de saturação chegando ao ponto de não termos mais nada a perder, de estarmos sem saída. Será que, na iminência do desastre total, encontraremos o ponto de fé dentro de nós, a faísca criativa que nos anima, e teremos Paz – o único caminho possível que levará o mundo do caos ao cosmos?
Texto retirado da internet

2 Marquinha(s):
Olá! Obrigado pela simpática visita..
Estive a ler o teu perfil. Além das obras mencionadas tenho um palpite de que Virgílio Ferreira com Aparição e Esteiros estão entre as tuas obras preferidas!
E que na flor de lótus ainda corre um pouco da seiva da serra do Caldeirão!
Um beijo!
Até breve
SE DEUS QUISER
Muito bonito, amiga!
è um texto lindissimo...
Já vi, que foste espreitar o blog do Cusco... ele escreve maravilhosamente bem!
Beijos
Enviar um comentário