
De vez em quando ausento-me deste meu jardim. Por falta de inspiração, por preguiça e também, porque por vezes, o que tenho para dizer, me parece oco, vazio e sem sentido.
Hoje, depois de visitar os blogs de dois amigos, deu-me saudades.
Saudades de escrever, de ler, de estar e de ser.
Saudades dos amigos e das cumplicidades adquiridas.
Saudades de sentir a amizade fluir de saber que posso acreditar.
Neste caminho que é a vida, ao percorre-lo, cruzamos-nos com pessoas com as quais sentimos afinidades.
Por um tempo, essas afinidades crescem, mas de repente, por razões que por vezes desconhecemos, ou talvez não, esmorecem e mesmo até, desaparecem.
Pergunto-me:
- Será, porque me entrego demasiado e isso é capaz de assustar quem comigo convive?
Hoje em dia, não se aconselha a ter relações muito próximas, porque podemos sofrer. Eu, pela minha parte não tenho medo de sofrer e sofro. Sofro, quando os sinto distanciarem-se, não fisicamente, porque isso pode acontecer e é normal, mas distanciarem-se afectivamente.
- Será, porque sou muito franca e digo sempre o que tenho a dizer?
Se vejo algo que não gosto, ou não estou de acordo digo-o, dou a minha opinião, mesmo que ela vá contra a opinião e o sentir dos amigos. Mas se assim não for, não estou a ser eu, não sou verdadeira e eu só sei estar na vida com verdade. E só assim posso saber, se gostam de mim ou não, afinal ninguém é perfeito e temos que amar as pessoas, mesmo nas suas imperfeições.
- Ou será, porque não me dou o suficiente, porque estou demasiado envolvida nos meus próprios problemas?
No entanto, quem realmente é meu amigo, deveria conhecer-me e compreender. Deveria chegar-se ao pé de mim e dizer-me que não está satisfeito por isso, ou por aquilo.
O inverso também deveria acontecer. Eu dizer-lhes, que me sinto abandonada, desprezada, trocada!
Agora que fiz esta análise, começo a pensar que o problema talvez seja esse mesmo!
É não falarmos abertamente dos nossos sentimentos. Possivelmente, com medo de estarmos a ser injustos, de estarmos a imaginar coisas, ou até, de não recebermos depois uma resposta sincera.
Afinal, não estamos na cabeça, nem no coração das pessoas e nunca há certezas de nada!
Por isso hoje questiono-me, será que realmente tenho amigos?
Quero continuar a acreditar que sim, mas perdoem-me, porque não consigo evitar que o bichinho da dúvida, ande por aqui a pairar!
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Amigos, onde estão?
Postado por @--}--- de £ótus às 22:23 0 Marquinha(s)
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