Entre as duas margens de uma alma só,
Quando nos desnudamos à luz da lua
No seu zénite crescente
E nos cruzamos,
Com a sombra que o luar nos fez gigante.
Nesse canto da noite, descobrimos
Que não há lugares de exactidão geométrica
Como o lugar em que nos avistamos
Ponte de nós mesmos e barqueiros
Do nosso insuspeito destino.
Amamos, doamos o corpo em juramento
Fazemos da alma oferenda e afinal...
Somos os remos e a corrente,
O vento agreste e o mistral
E no fim do rio, à beira da cascata
Estamos apenas nós e, nada mais!

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