terça-feira, 23 de setembro de 2008

A voz é o remoinho da alma.


Noites despenhadas
no silêncio
em que renasce enfim
o som de ti
e nela vibram espadas sem gume
algodão de nuvens,
rios de espuma.

Noites em que a tua voz me murmura
correntes intermináveis de cascatas
que são sussurro e suspiro
e suavidade íntima
dessa intensa tonalidade
só tua.

A voz é o remoinho da alma.

Leva-me assim
confluindo na tua
e em segredo conta-me
onde as suas modulações,
onde esse timbre
tão suave como
canto de sereia aos meus ouvidos.

A tua voz é cristal puro que
no meu ser se parte.
Ah, não. Sem a tua voz
não poderia amar-te!

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