Noites despenhadas
no silêncio
em que renasce enfim
o som de ti
e nela vibram espadas sem gume
algodão de nuvens,
rios de espuma.
Noites em que a tua voz me murmura
correntes intermináveis de cascatas
que são sussurro e suspiro
e suavidade íntima
dessa intensa tonalidade
só tua.
A voz é o remoinho da alma.
Leva-me assim
confluindo na tua
e em segredo conta-me
onde as suas modulações,
onde esse timbre
tão suave como
canto de sereia aos meus ouvidos.
A tua voz é cristal puro que
no meu ser se parte.
Ah, não. Sem a tua voz
não poderia amar-te!
terça-feira, 23 de setembro de 2008
A voz é o remoinho da alma.
Postado por @--}--- de £ótus às 16:26
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