terça-feira, 13 de maio de 2008

No Meu Corpo


No meu corpo
Vivem as marcas de todas as guerras
Chagas de todas as dores
Feridas de todos os amores

No meu corpo
Vivem as cicatrizes de todos os lamentos
Gritos de dor... momentos
São valas de verga, carne viva

Neste corpo, o meu
Lêem-se todas as batalhas
Escritas a ferro
Desenhadas à mão

E tu amor
Quando um dia me desnudares
Lerás toda uma história
Massacre, martírio dormente

E neste corpo que me deram
Vivo aprisionada
Serei sempre alma
Viva noutro lugar

E nestas marcas fundas da vida
Nas veias, carne ferida
Vou continuar
Sentindo tormentos

E quando um dia meu amor
Olhares o meu corpo
Na pele encontrarás desgosto
Na carne, chaga viva

E se mesmo assim me quiseres
Então amor, oferece-me o teu corpo
Para que a minha alma se encontre
E recupere da vida

Tenho marcas de batalhas sem fim
Mas a guerra, essa, será sempre minha

4 Marquinha(s):

Anónimo disse...

lindo o que li

Anónimo disse...

Cada marca significa um sacrificio na vida...Sê feliz e que cada sacrificio valha a pena :)

O QUATORZE disse...

Boa Tarde

Eu ando pouco a pouco a ler.
Gostei do que escreveu, embora lamento o seu estado sentimental da época em que relatou
Gostaria de saber se tem novas e agradaveis para si, para partiljar pois tem boa escrita.
Dê de si só faz bem, liberte-se nas palavras.
Comprimentos:
Luis

bsh disse...

Corpo marcado de vida e sonhos.

http://desabafos-solitarios.blogspot.com/