segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Apenas a brisa me olha...











Escuto cada ruído do meu corpo,
A brisa pinta-me na pele a tua mão e esta,
Desenha os contornos do meu seio…
Ao de leve,
Tão ao de leve, que pensei ter imaginado…
Sinto os teus lábios no meu pescoço
E fecho os olhos, à espera de um beijo
Mais quente, mais apaixonado…
Mas apenas ouço a porta a fechar-se suavemente,
Ficando eu apenas, e a brisa…
Fico desnuda, exposta ao mundo
Já sem segredos, sem sonhos, sem anseios…
Aqueles, que te revelei docemente
Em noites de lua cheia em que me completaste…
Fico parada,
A relembrar esses momentos de loucura total,
Essa doce paixão…
Essa sensação de acordar feliz
E novamente adormecer,
Sossegada e confiante por pensar
Que serias meu para sempre.
Tenho frio, mas não me cubro.
Estou cansada de estar de pé, mas não me sento…
Apenas a brisa escuta agora os ruídos do meu corpo…
Apenas a brisa me olha…
E estranhamente,
Não sinto vergonha de estar assim,
Desnuda para o mundo…

5 Marquinha(s):

Anónimo disse...

O amor não envergonha, e o corpo é tão somente o veículo em que a nossa alma desenha a imortalidade do sentir. Traição é iludirmos aqueles que sabemos que nos amam (egocentrismo), representando na sucessão dos dias o personagem da vontade ausente, agora dirigida a outras vontades em que ousamos intuir a felicidade. Saibamos ser livres mas também anunciar aos outros a sua liberdade (soltemos os escravos dum amor).

Flávio M.

@--}--- de £ótus disse...

Bem... os teus comentários, conseguem por vezes, deixar-me sem palavras, coisa rara em mim. :-)

Obrigada por me "leres"!...

Beijos.

Flávio M. disse...

Lemos nos outros Ana os nossos próprios sentimentos (os medos, os receios, os sonhos para uma vida). No segredo das suas palavras ou no murmúrio dos seus pensamentos; escritos na dor ou na esperança; sedentos de carinho e de justiça ou olvidados na solidão.
Também agradeço os seus textos. Puros, sem nada exigirem para além da partilha dos estados de alma, afinal fenecidade da condição humana. Que melhor exemplo do altruísmo do ser ?
Flávio M.

LÍRIO SELVAGEM disse...

Este comentário, nada tem a ver com o teu texto...
Só te queria dizer que também eu fui abençoada, por te ter encontrado...
E desculpa, por nem sempre estar de corpo presente, nos momentos mais dificies, mas estou de coração!
Sim, o meu texto, como deves imaginar, é dedicado a ti!
Beijo e coragem!!

@--}--- de £ótus disse...

Querida amiga,

Ainda não tinha dado resposta ao teu comentário, grande falha, mas tu sabes... e perdoas-me.

Não me peças desculpa, por uma ausência que eu não sinto. Tu, estás sempre comigo, porque estás, no meu coração!

Obrigada pela tua amizade, carinho, compreensão e também, pela honra, de me teres dedicado um tão lindo e sentido texto!

Um grande bem haja para ti.

Beijo no teu lindo coração.