domingo, 4 de novembro de 2007

Neste Banco de Jardim


É neste banco de jardim
Onde me sento
Que te lembro e que me esqueço
É aqui que o meu pensamento
Voa até ti
Nesta saudade
Que não tem fim…
Nesta dor de te ter perdido!
Foste-te, sem te despedires
Não mais verei o teu rosto,
Não mais, nos teus braços,
Me irei aconchegar.
Os teus lábios,
Já não têm calor para me dar.
Deixaste-me…
E agora meu Amor,
Que vou eu fazer sem ti?
Vivo à míngua da tua lembrança…
Vivo?
Não, não creio que esteja viva
Eu já estou morta!...
Neste banco de jardim.

2 Marquinha(s):

Olga disse...

Adorei a conclusão do poema. É um poema forte pela tristeza que emana, pela saudade que transpira e pela falta de vida que se respira! Adorei ler este poema.

@--}--- de £ótus disse...

Obrigada querida Olga,

Este é, realmente, um poema triste! Escrito num momento, em que o sentimento de perda e abandono, era enorme...
Mas, como tudo na vida, foi um momento que passou.

Um grande beijo.
APG