segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Tristeza


O amor, flor delicada,

Sensibilidade esperada, desejo alcançado.

O amor, espinho cravado,

Sentidos perdidos, angústia esbanjada.

Perco-me entre as palavras de amor que te escrevo,

Entre os desejos que te confesso,

Entre a dor de te partilhar e a alegria de te desfrutar.

Difícil,

Este sentimento inexplicável,

Em que te tenho sem te ter,

Em que és meu sem o seres.

Perco-me nos pensamentos que invento,

Nas magias que crio, na realidade que não comporto,

E evaporo-me,

Pela volatilidade de ser aquilo,

Que o meu corpo não compreende,

De desejar aquilo que não alcanço.

Silêncio, faço-me dele,

Encho-me de nada para te dizer o que não sinto,

Para te esconder o que não quero revelar.

Invento-me!

Quando se ama com a intensidade de uma tormenta,

Tudo em nós é exageradamente forte.

Dos sentidos às reacções, do tudo ao nada.

Ficar aqui, afogada em mágoas,

Perdida em pensamentos destruidores,

Apago em mim, o que de mais terno sinto por ti,

A loucura sufoca-me e eu deixo-me sucumbir,

Ao momento em que tenho de te oferecer,

Ao momento em que te dás a outras,

Sem nada por fazer, sem nada por conter,

Deixo-me apenas morrer,

Esperando renascer para outro alguém,

Que consiga, simplesmente absorver-me,

Que seja capaz de me compreender.

Hoje,

Acordei com a sensação de que iria ficar profundamente triste,

E fiquei!...

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