terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Dispo-te a alma


Dispo-te a alma, com as minhas palavras.
A cada sílaba, a cada frase,
Toco-te, como se fosses real,
Como as mãos que tocam a pele,
Assim os meus sentidos se envolvem nos teus.
Tiro, cada peça que te cobre,
Que te esconde, nesse emaranhado de barreiras,
Que erigiste para te proteger,
Avanço, a cada letra, com a suavidade da seda.
Encontro-te, na profundidade de um ser mágico,
Onde apenas a luz habita.
Quero beber a tua essência perfumada de mel,
Polvilhada de canela.
Quero amar-te,
Mas quero fazê-lo através da alma.
Inebriando-te os sentidos,
Acariciando-te no brilho do teu ser.
Os corpos já dormentes,
Porque os sentidos se fundiram,
Deixam-se envolver,
Toco-te no rosto, suave, tranquilo.
Os meus olhos penetram nos teus,
Os meus braços envolvem-te o corpo,
Dançamos,
Com a suavidade de uma pena em suspensão.
Totalmente,
Para lá do tempo, do espaço,
Voamos sem ter asas,
Passando entre as estrelas.
Cá em baixo,
Sobre o chão coberto de almofadas,
Os corpos devoram-se,
As bocas coladas,
Suspiram ao ritmo da cadência dos movimentos,
Retorcendo-se em espasmos de prazer,
Em momentos de loucura.
Nessa noite, fizemos o dia nascer várias vezes,
Percorremos galáxias distantes,
Dê-mos o corpo e a alma um do outro,
Mesclámos essências e fluidos,
Com magia e sedução,
E ao ritmo do fluir das palavras,
Criámos a eternidade,
Em suaves pinceladas de amor.

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