Um mar de sentidos que transborda do olhar,
Perdido em ausências, encontrado na saudade,
Preenchido de vazio intenso.
De desilusão e de tristeza,
Que salpicam a praia da alma.
Intensas, como as chuvas de Abril,
Suaves como as tempestades de verão,
Igualmente vazias como o coração ausente.
Suave como a brisa de uma manhã de primavera,
Terno, como o toque da seda na pele.
Quando o corpo é levado aos limites,
Quando o amor é elevado à eternidade de um momento a dois.
Gosto salgado da pele,
Quando a boca a devora
Em beijos perdidos,
Na imensidão duma paixão esquecida.
Que invade a praia da saudade,
Que se revolta contra a dureza da rocha,
Que insiste,
Que persiste em inundar abismos
E afogar a esperança juntamente com a mágoa.
Que mata a sede,
Que lava o espírito,
Que sacia a vida,
Diluindo a distância,
Envolvendo os corpos perdidos de luxúria.
Filtro redentor,
Que enaltece a paz duma alma revolta,
Pedaços de um todo,
Pedaços de mim!

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