
Na imensidão do que eu sou, e do que tu és,
Há sempre um mistério por descobrir.
Na imensidão do que nós somos,
Existe o imenso e o nada.
Na imensidão do teu corpo
Encontro a tua alma.
Na imensidão do mundo,
Encontro-me ou fujo de mim.
Perco-me por caminhos
Que se cruzam neste abismo,
Que são os meus pensamentos...
Perco-me no egoísmo do que eu sou,
Ao perder o meu tempo a decifrar os meus medos.
Esqueço-me do tempo infinito que nos circunda
E nos leva sem darmos por isso.
Esqueço-me do tudo e do nada
E de coisa nenhuma.
E lembro-me que sinto,
Sem saber sentir,
Que falo,
Sem saber falar,
Que escrevo,
Sem saber escrever...
E lembro-me mais e mais de mim,
Para me poder lembrar do todo
Que acredito existir.
Mas, eu sou do mundo,
E tenho na frente do meu rosto,
Uma janela imaginária com formas ondulantes,
Como os quadros de Dali.
Todos os dias agarro no pincel,
E como se fosse possível,
Transformo as formas ondulantes,
Em cubismos de Picasso.
Vivo da arte,
Das palavras que leio nos livros,
Das pessoas que conheco nas ruas,
Não sou nada meu,
Sou tudo dos outros
E do que eles me transmitem.
Vivo de paredes claras e escuras,
Vivo de noites e de dias,
Vivo de ti e do teu corpo.
Não me encontro a mim, mas em mim,
Encontro o mundo, o teu, o meu
E o de todos nós...
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
O Que Eu Sou
Postado por @--}--- de £ótus às 16:14
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6 Marquinha(s):
Regressei ao teu mundo para não só agradecer as tuas palavras no Mar como partilhar a beleza do teu texto.
Tu és... deixa-me sonhar e embalar no teu poema
Rosa
Ola Ana
Indiquei este teu poema intitulado O que eu sou, para o " PRÊMIO CANETA DE OURO – POESIAS 'IN BLOG' 2007", idealizado por ANDRÉ L. SOARES e RITA COSTA. Para conheceres as regras vai ate ao meu blog e carrega no item respectivo.
Bjs
Excelente tributo à magia e universalidade do amor.
O amor como fonte inesgotável de partilha, cumplicidade e transformação. Perguntaram ao sábio: o que é para ti a felicidade ? O feitiço do amor !
Flávio M.
É um facto... a felicidade só se consegue em pleno, com o ingrediente, chamado Amor.
Abrir o nosso coração ao Amor, no seu termo mais lato, no seu termo mais universalista, começando por amar a vida e a nós próprios, só assim, estaremos predispostos para dar e receber AMOR e consequentemente, trazermos para nós, e para os outros, a tão "cobiçada" felicidade, a qual, pode ser encontrada, na maioria das vezes, nas mais pequenas e ínfimas coisas do nosso quotidiano. Para ela fazer parte integrante da nossa vida, basta tão só, deixarmos a nossa "porta aberta".
Gosto muito das tuas "visitas", fazem-me feliz! :)
Beijinhos.
APG
Sabe Ana !
Entendo que fracção dum mesmo espírito universal, cada um de nós pode "partilhar" a vivência de sentimentos. A perspectiva de cada ser encontra com frequência eco nas manifestações dos seus semelhantes. A beleza da sua poesia brota da singularidade do amor, mas nela também perpassam a alteridade e o humanismo escritos na nobre linguagem dos afectos.
Também eu me sinto feliz pela sua mensagem. Nela encontro a matéria dos sentidos em que se constrói uma paixão.
Flávio M.
ola sou jovem mas tenho queda por literatura meu forte mesmo é ficçaõ cientifica mas o seu poema é espetacular coloquei ele no quem sou no meu orkut..
valew e parabens por essa mente brilhante
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