Por agora
Não me peças sorrisos.
Os meus sorrisos
São tudo o que sofri
E o que chorei!
O meu sorriso
Disfarça um rosto duro
De quem constrói a estrada
Por onde há-de caminhar,
Pedra após pedra
Em terreno difícil...
Onde me descobri na vida!
As selvas desbravadas
Escondem os caminhos
Por onde hei-de passar!
Mas hei-de encontra-los
E segui-los
Seja qual for o preço!...
Então
Num novo catálogo
Mostrar-te-ei o meu rosto
Coroado de ramos de palmeira
E terei para ti
Os sorrisos que me pedes!

1 Marquinha(s):
"Na face oculta pelo medo, corriam lágrimas de dor que desaguavam na foz do seu coração. Francisco ferira Maria na mais profunda das suas convicções: a dignidade de ser mulher e a liberdade de fruir do seu corpo e espírito na infelicidade dos outros, que ele próprio ajudara a injustiçar. Ainda o amava, mas sabia que os seus lábios beijariam silêncio e o seu desejo vestiria de luto. Nem mais um sorriso no seu olhar, nem mais uma fracção de tempo no relógio da sua vida"
Flávio M.
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