quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Regresso Ao Silêncio

Nas frágeis vidraças do meu coração
Tomba agora, a chuva, copiosa e fria
E há cascatas de mágoa e de melancolia
Em meu rosto a bailar ao sal da emoção...

Pressinto a tormenta, ao largo da razão
Rugindo desvairada, em dolorosa agonia
E, qual Alma penada, reclamo, vazia
Por alguém que me veja e estenda a mão!

Na noite disforme, ninguém... Apenas breu!
Sombras dantescas tão nuas e sós, como eu
Remoinhos de folhas que dançam ao vento...

No inferno do temporal que m' assola o olhar
Dissolvo-me em nada, como a espuma no mar
E regresso ao silêncio do meu pensamento!

2 Marquinha(s):

Flávio M. disse...

Depois do traje da noite há sempre uma alba.
E mesmo que sintamos que hoje não nasceu o sol, está dentro de nós a génese da felicidade.
As feridas etéreas são as mais difíceis de curar, mas há sempre a luz dum olhar, a palavra pueril ou a beleza dum coração.
Aí radica um novo sentido para a vida.

Flávio M.

@--}--- de £ótus disse...

A génese da felicidade está dentro de nós, só temos que saber encontrá-la...

"(...)Esquece o que vês...
Corre atrás daquilo que queres ver
A vida está cheia de cor
Se a vida não te sorri...
Dá tu um sorriso à vida
Sabes que depois de todo o sofrimento
Algo de bom há-de vir (...)"

No silêncio dos meus pensamentos, tudo se há-de resolver. :)

Obrigada Flávio, pela mensagem de esperança!

Beijinhos
APG