quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Ganhei Uma Dor!...















Mãe...


Não falaste porque não podias, nem uma palavra, um gesto, um sorriso.
Eu percebia qualquer sinal, mas ficou o silêncio em forma de dor.
Não choraste porque tinhas os olhos fechados,
Mas eu chorei, choro e chorarei sempre que me lembrar de ti.
A tua partida silenciosa, fez chorar a noite.
Não eram lágrimas que se perdiam, haverão sempre lágrimas,
E eu… eu ganhei uma dor, uma dor que não fiz por merecer.
Chamo por ti, mas apenas o silêncio me responde.
Guardo dentro de mim a tua imagem,
A memória daquilo que foste e de tudo o que aprendi contigo,
Sabes Mãe, hoje sou uma pessoa melhor e isso devo-o a ti.
Nem sequer te pude olhar nos olhos e dizer-te adeus.
Esse adeus que perdura,
Como a tua ausência sentida e que ainda me custa a aceitar.
Estejas onde estiveres, sei que olhas por mim...
E eu, guardar-te-ei para sempre,
Existe um cantinho no meu coração que é e será só teu,
Eternamente teu…



"Aqueles que amamos nunca morrem, apenas partem antes de nós."

6 Marquinha(s):

Anónimo disse...

Um beijo sentido...

LÍRIO SELVAGEM disse...

Eu conheço bem essa dor silênciosa!
Que nos devora por dentro...
Nos consome a alma...
E nos deixa, a lamentável sensação, que a vida, acabou também para nós!
Mas, não acabou...
Ainda cá estamos, para ver o Sol, nascer todos os dias, alheio, ao nosso sofrimento!
Sabes que estou sempre cá...
Sempre estarei...
Mesmo que, não esteja fisicamente... Estou em pensamento.
Beijos... da tua amiga!!

philos disse...

Lamento. Ao ler o que escreveu sobre a sua dor, fez-me relembrar as minhas. Primeiro a mãe, um dia o pai, pessoas que não podemos ver e ...
Que dizer da saudade, da vontade de abraçar, beijar...
Quantas vezes relembramos palavras, olhares, abraços... a sensação de não termos aproveitado melhor aquele momento...
A verdade por mais que queiramos é que nunca estamos preparados para perder alguém, nunca.
Desejo-lhe tudo de bom, muita força, coragem e nunca desista. Procure dentro de si, está tudo lá.

Teresa.

Anónimo disse...

Há muito que prometi não escrever mais em "blogs" e tenho sido selectivo nos parcos contributos. Quebrei a minha promessa, porque sei que ama as palavras e não resisti a tentar escrever-lhe algumas lágrimas neste seu silêncio da dor pela perda de quem lhe transmitiu esse dom maravilhoso da vida e a amou certamente acima da vanidade do mundo da matéria. Sempre acreditei que não existe a morte e só existe a vida. Que aqueles que amamos, mesmo na ausência física nos transformam e vivem eternamente em nós. Que o amor, a lealdade e o carinho duma mãe são únicos e ímpares e nos ensinam o verdadeiro sentido da existência. Sei que mau grado a alba do sofrimento e o cair da noite no seu coração sempre encontrará o caminho da luz, latente na caverna do seu espírito ou sibilante na linguagem do seu coração. Sossegue, pois o calor dos semelhantes, o afago da amizade, o maravilhamento da paixão, a alma da escrita ou a magia da natureza certamente devolverão os seus dias e acariciarão o seu espírito. Subtrairão à dor as páginas do desencanto, e mesmo o livro da saudade que acompanhará os seus passos na efemeridade desta travessia do mundo, irá fluindo como um rio sem fim, onde os olhos da alma divisarão o brilho das estrelas, a mensagem da paz e a força do amor.
Coragem e vontade de vencer !
Bem haja Ana !

Flávio M.

@--}--- de £ótus disse...

Amigos, (permitam-me que vos chame assim), quero pedir perdão, pelo facto, de só agora responder às palavras de conforto e carinho que aqui me deixaram. Sei que compreenderão.

Nestes momentos de dor, é um bálsamo, quando temos um ombro amigo, uma palavra de conforto, um afago e um coração, que bate em uníssono com o nosso.

Isa,

Que a tua amizade e o teu carinho estejam sempre presentes na minha vida. Tu foste, nestes dias mais escuros, a luz que me iluminou.
Sei, que gestos de amizade e de amor não se agradecem, por isso, só quero deixar aqui expressa, a minha gratidão, pelo facto de fazeres parte da minha existência, sem ti, eu seria mais pobre!

Beijo no teu doce coração.

Teresa,

Agradeço-lhe a si também, o sentimento de força e coragem que me passou. Foram para mim de grande alento.

Beijos calorosos.

Anónimo,

Às vezes, uma palavra de carinho, mesmo anónima, é suficiente, para nos fazer sentir melhor. Obrigada!
Para si, um beijo de gratidão.

Flávio,

No meio deste negrume, em que tenho estado envolvida, houve um momento, em que as nuvens se afastaram e o Sol espreitou. Foi há momentos, quando li a sua mensagem!
É do fundo do coração e com toda a minha sinceridade, que lhe digo, OBRIGADA!
Obrigada, por ter quebrado a sua promessa, obrigada, por eu fazer parte da sua selecção, obrigada pelo seu carinho e muito, muito obrigada, pelas palavras de ânimo e encorajamento que aqui me deixou.
Foram elas, que, com o seu afecto e o seu calor, me despertaram, da letargia em que me encontrava sucumbida.

Um grande, grande bem-haja para si, Flávio!

APG

Manuel de Mecena disse...

Apesar do texto ter quase 3 anos, sei que o sentimento de dor e perda com que foi escrito se mantém, por isso deixo agora e aqui, um beijo de solidadriedade.