
A noite cai de mansinho e eu, aguardo-te sob este firmamento, onde as estrelas cintilam para mim. Sei, que tu és uma delas, reconheço-te o brilho.
Por maior que seja o firmamento, não é grande demais, para sabermos como nos encontrar. Fazemos parte um do outro, somos pedaços que se fizeram uno, dentro de um todo.
Sinto a saudade, queimar-me as entranhas. Aqui, neste corpo, hospedeiro da minha alma, anseio pelo teu. A minha a pele, clama pela tua pele, desejando que venha apagar, esta chama que me arde no peito.
O perfume das flores entra pela janela aberta. Exalam um aroma que inebria os sentidos. Deixo-me planar nesse aroma, expectante... tentando adivinhar o momento em que virás, para me tocar o corpo e a alma.
A noite avança, e o meu corpo acaba por sucumbir à espera!
Quando chegas, já me encontro adormecida. O teu olhar cai sobre a seda dos meus lábios, e de tão intenso, faz-me despertar.
Surpreendo o teu olhar de desejo e os meus lábios abrem-se, para te receber.
Por cima de nós, a Lua nasce, iluminando os nossos corpos, que se encontram já abandonados nos braços um do outro.
O tempo, esse, deixou de existir, porque a eternidade pertence-nos! Desde o início dos tempos, que é assim.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Aguardo-te...
Postado por @--}--- de £ótus às 15:07
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